Restaurante China

O restaurante China é um ícone nesta cidade. Pelo menos para mim, que o frequentei durante muitos anos com minha família, desde a infância, e, depois, com a impressão de ser um local muito caro (pelo menos quando pedíamos o delivery) fui deixando-o de lado. Depois da proliferação de restaurantes chineses, então, a casa acabou se tornando uma distante lembrança.

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Delícia, e são 04 unidades na porção. Mãozinha rápida…

Mas, como nostalgia pouca é bobagem, decidi voltar, do nada, e, em menos de um mês, fiz duas visitas. A primeira, foi bem esbanjadora, sem filhas, comendo com calma apesar de termos chegado quase 03 da tarde. E a segunda, já com as meninas e tentando conter os gastos – o que foi meio inútil, porque a cada suco (R$5,00)  e a cada porção de rolinho primavera (R$17,00/4 un.), a conta vai aumentando aos poucos, até bater na centena.

De qualquer maneira, foi carne de porco apimentada (R$?), macarrão transparente com carne (R$40,00), mandiopan (R$?), won tons (R$?), rolinho e o incrível pão chinês (R$7,6-/4 un.), feito no vapor, que, até onde eu saiba, só eles fazem.

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Preciso aprender a fazer esse pão. Pelamor.

Tudo bem servido, e o tempero deles é bom, é diferente do que se tornou a comida chinesa padrão, que não usa mais óleo de gergelim torrado, e serve coisas sem sabor.

A carne, macia, saborosa, com pimenta na medida, sem alienar ninguém e sabor intenso. O macarrão transparente é surpreendente, meio ‘empapado’, com jeitinho de comida para comer na chuva. O rolinho primavera, que achei caro, a princípio, tem cara ‘artesanal’ com massa muito fina e crocante, que quebra aos poucos, com legumes e carne bem temperados.

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Nova geração do ‘Chinão’ (será que só minha família o chamava assim?)

O que menos gostamos foi o wonton, que ao invés de uma massa fina, como a do guiozá, é mais grossinha, como de salgado brasileiro ou pastel. Mas não era necessariamente ruim, só inferior a todos os outros pratos.

Molhar o pão no resto de molho, ou comer carne desfiada acebolada envolta num pedaço daquele pão, é o céu para mim. E a casa tem muito mais opções, que pretendo explorar novamente, daqui para frente.

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Visual nada atraente, mas o sabor e o ineditismo…

Estou louca para provar também o Pato a Pequim ou a Shangai (que não precisa de encomenda prévia e custa R$108,00 para 3 pessoas).

No mais, o que estava lá na minha infância continua lá: as luminárias tosquinhas imitando lanternas japonesas/chinesas; quadros em alto relevo com imagens de ‘pagodes’ (aquela construção chinesa clássica); as mesas redondas com o centro rotativo; e algumas das garçonetes.

A última ressalva fica por conta do atendimento da última vez, por uma garçonete mais idona e nervosa, que queria expulsar a gente de qualquer maneira. Não gostei dela, não, mas os colegas dela foram tão solícitos que acabei deixando os 10%.

NOTA DO BLOG: SHOW! É um clássico, de qualquer maneira vale uma visita pelo menos.
DICA DO BLOG: o macarrão transparente, o pão, o rolinho, o camarão com molho de gengibre, e eles têm uma sopa com legumes e tofu que é a maior ‘cura-ressaca’.
Serviço: SCLS 103 bloco D, telefone 3224-3339. Horário: terça a domingo 11:30–15:00, 19:00–23:30

7 thoughts on “Restaurante China”

    1. Sério? E eu já fui lá no Palace! Tem muito tempo que não vou no Bali, mas sempre gostei de lá. Eles têm pratos bem comuns (tipo comida chinesa) e outros mais exóticos! Vale a pena…

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