Pecorino – jabá que vale a indicação

Por mais que a gente busque correr dos convites, tem hora que a amiga assessora te convida tão querida e diz saber que o MPBSB não vende pauta, então, sabe que não vai rolar de escrever elogios, se eu detestei a comida.

Então, com isso em mente, informo que há várias semanas fui no Pecorino, que já está há um bom tempo funcionando na 209 Sul, no local onde era o Zuu.

Eu sempre paquerei aquelas toalhas quadriculadas em azul, e o fato de terem aberto aquelas grandes janelas. O lugar realmente é um charme. Mas minha vida nos últimos anos se concentrou muito na Asa Norte, e até este ano de 2017, eu tinha literalmente perdido meu horário de almoço só por conta do vai-e-vem de buscar e levar crianças na escola.

Por isso, sedenta que estava por curtir um almoço e disposta a economizar na crise, fui ao Pecorino de graça.

A aposta da casa é certeira: clássicos italianos em porções fartas. Quem não ama?

Pelo que eu entendi, o Pecorino existia em várias cidades na forma de franquia, mas a central em São Paulo decidiu tomar as rédeas para exercer um melhor controle de qualidade, o que achei bacana. Afinal, tem casa que esquece que para ser franquia, há que se manter o padrão original.

De entrada, burrata – que sempre funciona, é sempre gostosa – e filetto aperitivo, bem fininho, empanado, com um molho cremoso.

Não sei se foi isso, mas depois não consegui terminar o prato de risoto de tão cheia. A porção é bem farta, então vale a pena ficar de olho no equilíbrio entre as entradas e os pratos.

As famosas da gastronomia que estavam na mesa pediram pratos variados, o que foi ótimo: meu risoto de pato, parpadelle com ragu de pato, carneiro com nhoque na manteiga de sálvia, saltimboca e…acho que só.

O risoto estava maravilhoso. Bem temperado, no ponto certo, quente, fresco, delicioso. Provei pouquinhos dos outros e estavam ótimos, MAS confesso que o nhoque com manteiga de sálvia estava um escândalo. Tão leve, perfeito para aquele pedaço gigante de cordeiro, assado por 5 horas.

Eu não considero os pratos baratos – R$59,00 – R$80,00 – mas as porções e a qualidade compensaram bastante. Além disso, foi bom saber que tem prato executivo, o que sai bem mais em conta.

Então foi só uma visita. Mas, apesar de “jabazeira”, resultou neste texto sincero. Espero de verdade que a casa não vacile com a qualidade e o atendimento.

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