Oliver

                          Não é segredo para ninguém o tanto que eu gosto do ambiente do Oliver. Diferente de tudo em Brasília, charmoso, aconchegante, bom para beber, bom para comer, bom para namorar e até para paquerar.

                         Mas é sempre reconfortante saber que algumas casas ainda se propõem a mudar e/ou inovar, ao invés de usar a mesma receita ad infinitum. Com um cardápio clássico que funciona há anos, o Oliver resolveu apostar em novidades sazonais e chamou blogueiros e imprensa para conhecer os novos pratos num almoço que serviu de confraternização para a galera (pelo menos para nós, os mais empolgados, que bateram um papo proibido para menores ali no meio do evento).

                      Pretendo fazer de 2014 um ano mais light em vários sentidos, incluindo gastronomicamente, motivo pelo qual alguns dos novos pratos me agradaram demais por serem leves, mas extremamente saborosos.

                         As novas entradas incluem Salmão Nikkey, composto de Sashimi de salmão com molho de pêra no sakê; Shimeji salteado na manteiga e shoyo; e a Salada Juliana feita de alface americana, palmito, cenoura ralada, batata palha e alcaparras. Fui de shimeji, um clássico imbatível.

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                    Um dos melhores pratos: filé de robalo andino, grelhado e servido com salada fria de quinoa e tomate. Robalo já é um dos meus peixes favoritos e quando é em filé alto fica com boa consistência, tenro, mas firme. Eu adoro quinoa e a salada, apesar de levíssima, estava super bem temperada. A combinação ficou imbatível para tempos de dietinha.

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                    Meu lado gordinha das trevas, porém, chorou com o camarão VG com crosta de pão e ervas, que era tão parrudo que cogitei ser um lagostim, a princípios, acompanhado de um delicioso nhoque de abóbora e gengibre (mas o gengibre não apareceu muito), com casquinha mais crocante e com molho champagne. Eu sou a rainha do camarão com ‘ponto de cocção’ perfeito, mas confesso que largaria o molho de champagne pra lá. Não atrapalha em nada, mas o sabor também não compôs o resto do prato que estava delicioso sozinho.

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                     Para quem não precisa se preocupar em ser light, o prato seguinte também foi ‘espetaculoso’: filé mignon grelhado ao molho chimichuri com purê cremoso, ovo poché e farofa crocante. Putz grila, se me dessem só o purê com a farofa de Panko já tava ótimo. Prato saborosíssimo.

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                   Agora, no final, eu já me preparei para o pior. Quando ouvi o nome “bacuri”, eu me arrepiei. É que só preconceituosa com fruta. Aliás, já falei que minha cota de fruta no ano, vem, praticamente, de caipiroska. Não sei porque. Amo saladas, e tenho preguiça de fruta. Enfim, a sobremesa se chama Surpresa da Amazônia, e foi exatamente isso que ela fez: surpreendeu. Notas ácidas do bacuri, e doces do chocolate branco, cremosa, com pedaços de crocância, geleia de maracujá e pimenta dedo de moça, tantos sabores que se uniram e me deixaram babando. Fabulosa, espetacular, nada de excesso de doce, não é enjoativa e uma verdadeira criação gastronômica. Amei de paixão.

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                 Todos esses pratos fazem parte do menu degustação que vai mudar sazonalmente (R$89,00). Agora em janeiro rola de provar pelo esquema de vale-presente. Sem bebida, para duas pessoas, no jantar ou almoço, por R$158,00, ou, com espumante Bom Gastronomia e bebidas não alcoólicas, por R$200,00, o que eu acho que compensa mais.O valor do serviço não está incluso

A promoção só é de final de ano (até fevereiro).  Os vale-presentes podem ser adquiridos no próprio restaurante Oliver. 🙂

 

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