NIPO

Uma das coisas que eu mais detesto e que acaba sendo super comum em Brasília, devido à inconstância das casas e dos serviços, é ver uma casa abrir super bem, com boa proposta, com bom atendimento e, depois de um tempo, começar a decair. Mais especificamente, detesto elogiar um lugar e ter que criticá-lo depois.

Tá certo, pegar a casa num ‘mau dia’ é algo que até pode acontecer. E no caso do Nipo, prefiro acreditar que realmente tenha sido lapso. Só que minha decepção da última vez, confesso, foi profunda.

Para começo de conversa, a área verde que fica atrás do estabelecimento estava imunda. Com cara de entulho mesmo. Pode não ser responsabilidade da casa, necessariamente, até porque constitui área pública, mas, poxa, fica feio demais. O resultado da sujeira? Infestação de pombos! Cara, pensa num bicho que não combina com comida! À medida que o tempo passava, mais pombos chegavam e cada vez mais abusados, circulando e, em alguns casos, sobrevoando as mesas.

A comida continua bem feita e o rodízio vale preço, o que me faz pensar que a cozinha, pelo menos, não perdeu o pulso. Mas a equipe parecia tão desanimada, sabem? Sei que não é o papel deles ficar feliz e contente o tempo todo e nem gosto quando o garçom parece que tomou Prozac, ficou eufórico e quase senta na mesa, mas, cara, essa conduta desmotivada faz a gente sentir que se convidou para almoçar na casa de alguém que tá depressivo ou exausto de tanto trabalhar. Tudo parece um favor extremo, muito chato.

Aí, começaram os atrasos. Pedia-se algo, duas, três vezes. Aí, chegavam duas e três vezes o mesmo pedido. Pedia-se sashimi, vinha niguiri. Pedia-se a comida aos poucos, chegava tudo de uma só vez, para encher a barriga mais rápido. Só sei que, nas últimas, já próxima da minha desistência, pedi um churrasquinho com farofinha simples e vinagrete, e minha amiga pediu outro tipo de churrasquinho com farofa de ovo. O André ainda esperava o espetinho dele quando eu pedi o meu. Então, foi aquela zona. 20, 30 minutos esperando pelo meu espetinho. Aí, chegou a farofa de ovo da amiga, mas não o churrasquinho dela. O do André que havia sido o primeiro a ser pedido, chegou por último, quando já queríamos até cancelar tudo e ir embora.

Enfim, muito triste ver aquilo. No final, encorajada pelos amigos, não deixei 10%, mas, confesso, não gosto de fazer isso e no dia, achei descabido, me arrependi mesmo. Isso, porque, primeiramente, essa taxa é dividida entre salão e cozinha, e a cozinha, pelo visto, fez o que tinha para fazer. Segundo, porque parecia que o problema era falta de orientação, de motivação, de proprietários ou gerente presentes na casa para dar aquele up.

De qualquer forma, terminou assim meu encanto. Pode ser temporário? Sim. Mas o difícil do mercado gastronômico é que, quando a gente se frustra, nunca mais quer voltar….

  • NOTA DO BLOG: NÃO ROLA!
  • DICA DO BLOG:  à noite parece melhor, com mais movimento e equipe completa…
  • Serviço: SCLS 412/413 telefone 3346-5256

3 comentários sobre “NIPO

  1. Ontem fui ao Nipo e não consegui deixar de lembrar das suas palavras. Tudo foi horrível. A hostess apenas deu boa noite, sem nos encaminhar para a mesa, esperamos quase dez minutos para sermos atendidos, observando quatro garçons batendo papo em nossa frente. Quando conseguimos fazer um pedido demorou mais vinte minutos para trazerem uma caipirinha. Os garçons que antes eram super simpáticos estavam mau humorados e desatenciosos. Uma grande pena.

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