MARIETTA FORNERIA – fechado

Depois de ouvirmos alguns elogios à pizzaria Marietta – casa que vem modificando sua atuação no mercado já há algum tempo –, e também de darmos de cara com a porta da Pianino (era 1º de janeiro!), decidimos arriscar um rodízio na forneria da 209 Sul.O processo foi um pouco doído, especialmente para o André, que, há muito tempo atrás, chegou ao topo do processo seletivo para chef, depois de ter se candidatado apenas para cozinheiro, e, sem nenhuma explicação plausível, foi ‘rejeitado’ no último minuto.Ao chegarmos, apesar do horário, por volta das 23:00, a casa estava lotada, com direito à lista de espera. Após alguns minutos na porta, fomos levados para o salão lateral, próximo ao bar, tão equipado quanto o salão principal – ou assim pensávamos.

A primeira fatia foi uma surpresa maravilhosa. A Sertão, composta de carne seca, catupiry e banana, foi aceita de muito bom grado. Depois disso, não sei o que aconteceu. Foi um apocalipse comercial.

O serviço da casa foi o pior que já vi em tempos. O gerente, aparentemente, acreditava que apenas uma parte dos clientes – que ficou, por sorte, no salão principal – merecia se beneficiar de sua supervisão. Eu queria comentar sobre o serviço com ele, mas não foi possível, já que o mesmo não chegou nem a “beirar” aquele salão – aparentemente, alternativo – para checar se estava tudo bem.

O que eu diria ao gerente, você me pergunta? Eu diria que, normalmente, um rodízio de pizza envolve a oferta de pizzas por parte da casa. Preferencialmente, em intervalos mais ou menos regulares. Também diria a ele que a casa deveria entender que, quando alguém fala o nome ‘Toscana’ ou ‘Sertão’, é possível imaginar uma quantidade infindável de ingredientes e combinações. Dessa forma, se o garçom não descreve a pizza para o cliente (“Toscana, senhores? Presunto, alcachofra e não sei mais o quê?”), este se sente obrigado a falar “de quê que é, hein?”, o tempo todo. Algo que, no caso, nem foi necessário já que ao perguntar isso ao garçom, André ganhou uma fatia de pizza no prato. Mesmo sem pedir por ela, nem saber de que pizza se tratava.

No final das contas, foi servida pizza sem descrição e pizza que nem sequer tinha sido pedida. Isso, é claro, quando vinha alguma pizza. A sensação que tivemos foi a de que comemos uma pizza tamanho grande, de sabor “Sertão”, só que em suaves prestações.

Outra ocorrência infeliz da noite, foi termos atropelado a mãe de um dos garçons e tido amnésia em seguida. É, só pode ter sido este o motivo pelo qual ele se recusava a nos servir, indo às duas mesas que nos cercavam e, descaradamente, pulando a nossa, várias e várias vezes! O pobrezinho estava em treinamento, tudo bem, mas não havia um supervisor para avisá-lo do erro. O garçom Fábio, no fim das contas, foi o mais atencioso e esforçado.

Enfim, a pizza da casa – quando chega e, preferencialmente, quando chega nova – não é ruim. Ingredientes bons, como o champignon Paris fresco, a alcachofra e o pepperoni garantem a qualidade do produto. Mas, precisamos dizer: a falta de padronização, tanto das pizzas, que, às vezes vinham crocantes, outras, vinham ‘fofas’, e em intervalos muito irregulares; quanto do serviço, que, de acordo com o casal simpático da mesa ao lado, é completamente diferente no salão principal, prejudicou muito nosso conceito da casa.

Felizmente, a conta chegou na velocidade que deveria ter sido das pizzas.

  • NOTA DO BLOG: NÃO ROLA!
  • DICA DO BLOG: a Sertão e a de Pepperoni recém-saída do forno.
  • CRÍTICA: o atendimento é essencial em um restaurante. Um serviço ruim pode arruinar, inclusive, um produto bom.

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