FALA QUE EU TE ESCUTO – Fred, Briand, Empório e Le Rouge

Fred e Daniel Briand

Cara Lulu,
Sou leitor assíduo do blog, e quase sempre concordo com suas avaliações sobre os restaurantes, botecos e afins de Brasília… você só é um pouco mais boazinha do que eu, te acho muito compreensiva e acho isso bem legal.

Na verdade, escrevo hoje para reclamar de dois estabelecimentos que são quase que “instituições” aqui na cidade. Sei que é até difícil falar deles, deu pra perceber o seu desconforto quando teve que criticar o Roma, mas a verdade é que temos que falar, inclusive para ver se o atendimento melhora. Infelizmente, o mau atendimento é uma constante aqui na cidade, e a gente acaba até se acostumando. Mas mesmo assim, ainda há situações que nos deixam, no mínimo, revoltados.

Os dois fatos que vou narrar aqui aconteceram em um mesmo fim de semana – no sábado, eu e um amigo resolvemos ir ao Fred, conhecer o famoso picadinho. Já moro aqui há seis anos, sempre havia ouvido falar e resolvi ir lá experimentar (muito embora tenha uma implicância seriíssima com picadinhos servidos em restaurante, na maioria das vezes acho que é um pouco de enganação). Mas o fato é que no Fred não conseguimos nem nos sentar. Chegamos por volta das 15h00, o estabelecimento estava cheio, mas não lotado, e assim que entramos, ficamos em pé, na entrada do salão, aguardando que alguém nos encaminhasse para uma mesa. Alguns instantes constrangedores (o salão é apertado, a gente entra e fica meio que no meio do caminho mesmo, na passagem), e nada de vir alguém falar conosco. Garçons passavam como se fossemos invisíveis, ou pior, como se fossemos estorvos para o deslocamento deles. Alguns momentos depois, percebemos que uma garota, aparentemente a gerente, uma administradora,  estava passando o cartão de uns clientes em uma mesa próxima. Nos aproximamos, e solicitamos uma mesa para dois, com toda a educação possível. Ela pediu para que aguardássemos um pouco. Mais outros instantes, a garota voltou para trás do balcão, começou a conversar com outra pessoa, outra mesa pediu a máquina do Visa, outra vez ela foi até lá, mais algumas pessoas começaram a chegar e a se dirigir a ela no balcão, e nada, absolutamente nada acontecia. Garçons continuavam passando por nós, como se fossemos postes. Não nos restou nada mais a fazer a não ser sair, atravessar a rua, e almoçar no sempre correto e delicioso Fritz. Antes de sair, meu amigo ainda foi ao balcão avisar que estávamos indo embora porque não tínhamos sido atendidos. Como resposta, obteve o mais absoluto desprezo – a moça nem se dignou a olhar para a cara dele. Uma pena.

No domingo, a coisa foi menos grave, mas ainda assim, muito chata – fomos ao Daniel Briand, no fim da tarde, e pedimos um sanduiche com chá gelado cada um. Sempre amei o Daniel Briand, acho o ambiente lindo, tudo delicioso, e várias pessoas já haviam reclamado do atendimento. Realmente, esse quesito nunca foi primoroso por lá não, mas até então, nunca tinha presenciado nada a ponto de me aborrecer. Pois no domingo, após alguns instantes do pedido, vieram os sanduíches. Sozinhos. Começamos a comer. Imaginamos que o chá chegaria em seguida. Mais um tempo e nada. O sanduiche foi terminado e os pratos retirados. Começamos a olhar em volta para tentar fazer sinal a algum garçom, para perguntar sobre o chá. O dono (ou gerente, não sei) do estabelecimento, percebeu que queríamos algo e veio até a mesa – relatamos o que havia ocorrido, que estávamos esperando o chá gelado e ele entrou para ver o que tinha acontecido. Mais uns instantes, veio um outro garçom (não foi o que anotou nosso pedido, nem o dono/gerente) e perguntou se havíamos feito o pedido. Confirmamos que sim, e ele nos disse que achava que o chá não havia sido feito. Dissemos que se o chá já estivesse a caminho, tomaríamos, mas que se não havia sido feito, não queríamos mais. O garçom pediu para que identificássemos o garçom que havia feito nosso pedido (achei o cúmulo, de muito mau gosto, ter que ficar olhando para toda a equipe, e apontando dedo como se estivesse identificando um criminoso) depois entrou, saiu, entrou de novo, e finalmente, ao confirmar que não havia sido feito o pedido, falamos então que queríamos a conta. A conta veio correta, somente com os dois sanduiches, mas com a inclusão dos 10% que, claro, não foram pagos. Fiquei muito chateado porque o gerente/proprietário estava na casa; antes de saber do ocorrido, veio à mesa para perguntar se queríamos algo, e depois, detectado o problema não veio mais falar conosco, não apareceu mais, não apresentou um pedido de desculpas, uma alternativa, nada. Pra mim, são pequenos detalhes que fazem a diferença – se ele tivesse vindo falar com a gente, explicado que havia acontecido um mal entendido, pedido desculpas, garantir que já estavam providenciando o chá, certamente esperaríamos. Mas não. O atendimento é ruim e antipático mesmo. Mais uma vez – uma pena.

Um grande abraço, e tenha certeza de que permanecerei fiel leitor do blog, sempre ávido por suas dicas e recomendações.
Marcelo

Empório da Mata

 Oi, Lulu!
Adoro o seu blog, desde que o descobri há alguns meses acompanho sempre, muitas dicas boas por aqui.

O meu “Fala que eu te escuto” é sobre o Restaurante Empório da Mata, ao qual fui no último sábado, dia 12 de maio, para experimentar o prato do Festival Sabor Brasil.

O prato estava excelente – um salmão super bem feito – acompanhado de um risoto quase perfeito, apenas um pouco salgado demais. A sobremesa estava deliciosa, entre as melhores que eu já provei em festivais, recomendo muito pela comida.

Já o atendimento… Ah, quando esse pessoal vai entender que a promoção é uma forma de tornar o restaurante conhecido?

Cheguei por volta de 23:10, saindo do teatro. E fui por que havia lido no site do festival que o horário de funcionamento era até 01:00. Pois bem, o garçom que atendeu já veio numa má vontade danada, e disse que “ia ver se podia atender”. Muito bondoso, me fez a concessão de atender, mas ressaltando que o restaurante fecharia à meia noite. Sentei, pedi o prato imediatamente; veio bem rápido. Terminei e pedi a sobremesa, que chegou às 23:45, JÁ ACOMPANHADA DA CONTA. Ao ser questionado, o garçom respondeu que precisava fechar o caixa. Achei extremamente desnecessário e desrespeitoso, atrapalhou o meu prazer de curtir um jantar. Eu não esperava ficar lá até uma da manhã, mas essa de trazer a conta junto com a sobremesa foi de uma grosseria ímpar.

Minha nota: rola, se você estiver preparado para ser mal atendido.
Raquel

       Le Rouge

Desabafo…

Na última sexta-feira (18/05), véspera do meu aniversário, o meu namorado me levou ao Le Rouge para comemorar.

1° Drama da noite: O Brasil 21 é super mal sinalizado, para você ter uma ideia nem os funcionários sabiam explicar como chegar ao local.

Após varias voltas chegamos lá e estranhamos o fato de sermos os únicos clientes, mas ficamos mesmo assim.

Pedimos uma champagne e após alguns minutos formos informados que não havia a marca escolhida, escolhemos outra e o garçom nos informou que era mais fácil ir à adega olhar o que tinha, pois no dia 16 houve um evento e o estoque ainda não tinha sido reposto.

Após a escolha da bebida (que estava quente), escolhemos um combinado de tapas do cardápio e após alguns minutos fomos informados nenhum dos combinados seria servido naquele dia.

Pedimos para falar com o gerente, mas o mesmo não estava no local.

Levantamos e fomos embora com sede e com fome!

A pergunta é: Como uma champanheria que só serve champagne e tapas não tem nenhum dos dois? E por que abriam as portas nesse dia?!

Enfim, uma grande decepção…
att, Ingrid

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