Fala que eu te escuto! Feitiço Mineiro

A leitora Inae teve uma experiência nada agradável na casa mineira…

Fala que a gente te escuta, Inae!!!

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Ontem saí do trabalho quase nove da noite. Exausta, cabeça doendo, mas de bom humor e com a certeza de que um dia produtivo de trabalho árduo faz bem ao ser humano. Bom, na preguiça de ter que fazer algo para comer em casa, nos dirigimos à 307 norte para comer no deliciuos Über Dog da Asa Norte, que infelizmente estava fechado.

Entre várias opções, ficamos com o Feitiço Mineiro. O lugar é charmoso e agradável, tinha um tempo que eu não prestigiava a casa, que teoricamente seria perfeita para fechar a segundona com chave de ouro comendo uma carninha, quiçá, acompanhada de uma única berejex para relaxar. Que inocência a minha.

A primeira luta foi fazer com que um dos vários garçons largasse a conversa animada com outros funcionários para nos atender (da próxima vez desisto do restaurante antes dessa fase), que quando apareceu trouxe apenas um cardápio. Para evitar um exercício de contorcionismo pedi que o garçom trouxesse mais um cardápio. Desisti da Heineken long neck a R$ 8,00 (um assalto!) e pedimos uma Bohemia Weiss a R$ 9,10, um caldo de frango por R$ 7,50 e um filé com gorgonzola a R$ 39,00.

Luta número dois, fazer alguém aparecer para pedirmos o rango. Conseguimos!!! Êba!!! Só que não. ‪#‎SQN‬Serviram o tal do caldo numa vasilha de barro inadequada e funda, poderia ser usada para alimentar um cachorro. Só faltou o “Rex” estampado nas laterais. O penicão era grande, o conteúdo raso e de difícil acesso com a colher de sobremesa que foi fornecida. Com algum esforço consegui que trocassem a maldita colher por uma de sopa.

Vamos ao “filé”. Gente filé é filé, alcatra é alcatra e patinho é patinho, o resto é conversa fiada. Tenho duas teorias quanto à carne servida pelo Feitiço Mineiro:

1. Trocaram gato por lebre e mandaram um lagarto no lugar do filé;

2. A pessoa que preparou em vez de grelhar, cozinhou a carne e a transformou numa borracha.

Fora o molho que estava super salgado…

Acho que se o atendimento dispensado a nós tivesse sido feito com duas vírgulas de decência e disposição eu não estaria aqui tão chateada reclamando de tudo que foi servido de forma equivocada ou malandramente, como me parece ser o caso da carne. Vamos lá, o negócio não está fácil para ninguém. O empresário paga impostos extorsivos, tem toda a sorte de problema por conta da “cultura do jetinho” é aquela vibe que todo mundo conhece. O cara tem que, no mínimo, atender bem quem está disposto a gastar dinheiro no estabelecimento dele. O pior de tudo é que era uma segunda (dia de profissional), o restaurante estava vazio, não havia justificativa para atender o cliente com tamanha indiferença e descaso. Não vou ao Feitiço implorar por colher nunca mais. Nem se a Angela Rorô tocar por lá.

Na 107 Norte, no caminho de volta para para casa estava lá o Beirute, que seguia feliz e lotado.

2 thoughts on “Fala que eu te escuto! Feitiço Mineiro”

  1. Olha, eu também já tive uma experiência ruim (faz algum tempo) com o FM. Acostumado com o Esquina Mineira, que adoro, resolvi almoçar no Feitiço num sábado, se não me falha a memória, na companhia de minha esposa. Sei que comida mineira está longe de ser “diet” (saudável não tem nada a ver com isso), mas o que vimos foram carnes horrorosas, nadando em óleo (gordura é outra coisa, gente), saladas idem, tudo com cara de fim de serviço – e ainda não era duas da tarde. Tudo nadava em óleo, até mesmo o arroz. Quase nada estava sendo reposto e o serviço foi realmente ruim. Saímos de lá jurando nunca mais voltar. Juramento ainda mantido.

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