Fala que Eu Te Escuto!

Prezada Lulu,

Adoro seu blog e leio sempre, é muito bom e bastante informativo. Nunca comentei antes, mas faço questão de compartilhar minha péssima experiência no Oscar.

Eu já estava com a reserva feita quando li o post da Anna Cláudia no blog dela. Resolvi dar uma chance. Me arrependi muito. O serviço estava péssimo e os pratos lamentáveis. As entradas demoraram mais de 40 minutos. Dois dos vinhos escolhidos não estavam disponíveis. O polvo estava com gosto de velho, com o cheiro característico de frutos do mar passados, comi um pedaço e deixei de lado. O fettucine molengo e todo cortado, com molho de funghi seco chileno e não de shitake e shimeji como dizia o cardápio. O medalhão do meu marido veio esturricado sendo que ele pediu mal passado, mesmo o garçom não perguntando sobre o ponto da carne. As sobremesas simplesmente ruins. Nada se salvou! Nunca mais!

Fiz esse mesmo comentário no blog da Anna.

Um abraço,

Melissa

Primeiro quero parabenizar o Blog.

Eu mesmo tive essa ideia duas vezes, mas não tive a paciência de sentar e escrever. Sou muito criterioso com comida, e apesar de não ter muito $$ sobrando, gosto de conhecer bons restaurantes e explorar os pratos. Gosto de cozinhar também… porém isso foi um divisor de águas na minha vida, fiquei chato pra comer fora.

Por outro lado, aqui podemos nos juntar e criticar e nos orientar são os melhores lugares para comer bem nessa cidade que a cada ano me surpreende mais.

Bom vamos lá, primeira recomendação: Suri – 404 Sul. Restaurante Japonês, Buffet, preço padrão (45 a 52). Porém, o sabor de peixe fresco me surpreendeu, a qualidade do atendimento varia (junto com o garçom) mas em geral é muito boa. O Lugar é sempre agradável, me impressiona como transformaram o velho Gordeixos com um par de latas de tinta e umas tábuas de madeira. Vale a pena conhecer.

Segunda recomendação: Maori – 110 Norte (virado para a residencial, em frente ao Tanabata). Com um approach de lanches e açai, porém o cardápio vai muito além, com uma pitada de opções vegetarianas, tapiocas (as melhores) um excelente açaí, ótimos sucos e sanduíches. Omeletes e saladas extremamente bem servidos, e os pratos sempre têm um toque de capricho no preparo, o que impressiona pelo tamanho do lugar. O dono é uma simpatia e volta e meia está na cozinha, cozinhando atrás de um vidrão. O lugar me conquistou pela comida, vi o serviço sair de péssimo até ser muito bom, e digo que minha persistência valeu. Preços de lanches a pratos de almoço (R$ 20,00)

Também vale a pena conhecer.

Grato, Ian

Olá,

Gostaria de parabenizar o blog e o espaço para que clientes e proprietários em possam mostrar o ponto de vista sobre os estabelecimentos de Brasília.

Em 30/04/2012, eu, minha esposa, e mais duas amigas fomos ao restaurante Miró , no prédio Brasil 21, jantar. Nossa reserva foi feita dentro do programa gourmet do cartão Master.

Bom, por onde começar? Uma coisa que me marcou logo no início, foi que estava esperando os pratos do restaurante Miró, a reserva foi feita nele, e não do restaurante Dali (o cardápio físico era do restaurante Dali). As opções de prato são poucas, e dentre delas 3 ou 4 não estavam disponíveis (e deve ser há muito tempo pois até riscado essas opções estavam). Dos pratos que sobraram apenas 2 não eram de carne bovina.

Pedimos um couvert, pois havia sido informado que os pratos demorariam de 20 a 30 minutos (nossa mesa era a única ocupada até o momento do pedido). O couvert, que continha pão tipo italiano (estava bom) e manteigas normais de hotel (aqueles quadradinhos em plástico, péssima apresentação) e só. R$8,00 por pessoa, para comer pão com manteiga e só soube que era por pessoa no momento da conta, pois não estava explícito no cardápio.

Pratos e vinho escolhidos, esperamos os prometidos 30, ou mais, minutos. A expectativa era grande, afinal tanto preparo devia se tornar numa experiência no mínimo agradável. Ledo engano, exceto o peixe que uma amiga pediu (linguado com queijo brie), nenhum dos outros pratos estava minimamente interessante.

Eu pedi o filet mignon ao molho de gorgonzola com gallette, ao ponto. Uma das porções da carne estava bem passada, a outra ao ponto. O molho de gorgonzola nem aroma do queijo continha, era um molho branco com um pouco de algum outro queijo. Os típicos pontinhos verdes do gorgonzola, que aparecem em qualquer molho feito com o queijo, eram inexistentes.

Minha esposa pediu o entrecôte com risoto de alho poró. Apesar da porção bem servida de carne, o risoto parecia feito há mais de 12 horas, e mal estava morno. O entrecôte estava sem sal, o cozimento da carne estava correto.

Nossa outra amiga pediu a picanha com cogumelos e bacon. Esse foi o prato mais feio da noite. A picanha estava dura, ouvíamos o tilintar dos braceletes dela enquanto ela tentava cortar a carne. Os tais cogumelos tinham sido tirados de alguma lata e colocados nos pratos, estavam murchos e escuros, com gosto estranho. Havia umas cascas de cebola torradas, e os pedaços de bacon pareciam ter saídos de um sanduíche feito na chapa de uma lanchonete. Ela mal tocou no prato, o maïtre (nem sei se existia um) ou o garçom não tiveram nem a preocupação de perguntar se havia algum problema com o prato.

E para finalizar enquanto jantávamos o salão passou a ser organizadopara o café da manhã do dia seguinte, os hóspedes do hotel Meliá tomam café no mesmo recinto.

Não indicaria o restaurante para ninguém, talvez para alguém que eu detestasse. Experiência culinária das piores que já tive em Brasília, ainda mais na faixa de preço desse restaurante, fora o desrespeito com o consumidor em vários momentos (cardápio com informações incompletas, pratos sem ingredientes que deviam fazer parte)

Cordialmente

David

 

Olá ,

Acompanho há um tempo o blog de vocês . Fui a um restaurante ali em Taguatinga Norte, no qual, sinceramente, achei o melhor Filé à Parmigiana de Brasília , é simplesmente esplêndido, principalmente o molho que é uma delícia, pode acompanhar uma porção de arroz e purê de batata gratinado no forno ou batata frita .

Deixo minha sugestão. O nome do restaurante é Mamma Lena , fica na CND 06 Lote 01 Loja 04 , fica na praça do Bicalho , após a praça do DI .

Abraços ,

Vitor

Prezada Lulu,

Aproveito esse espaço que você tão democraticamente abre aos leitores para comentar sobre o restaurante A Tribo (CLN 105). A comida de lá sempre achei uma das melhores entre os naturais e os nem tão naturais da cidade. Os pratos quentes são saborosos, e as várias receitas com frango, crativas e sempre bem temperadas. O peixe, coisa cada vez mais rara por aí, tem cara e gosto de fresco.  Infelizmente, não posso dizer o mesmo do resto. O atendimento, mesmo com o restaurante vazio, é devagar quase parando. Os garçons vêm sem interesse e, se não são exatamente grossos, passam longe de ser corteses. Mas o pior vem mesmo na hora de pagar a conta: apesar de ser um restaurante por quilo, eles cobram 10% – e mesmo se você sequer pedir bebida! Pior: o caixa faz a conta escondida e apresenta o total sem discriminar o valor dos 10%. Além disso, não dão a nota fiscal (pelo menos a mim NUNCA deram; só dão depois que eu peço expressamente) e, se você pede a nota fiscal sem incluir o CPF para a Nota Legal, olham feio. Se alguém do restaurante ler isso aqui, seria legal que se manifestasse sobre essa política, principalmente de cobrar 10% sendo um restaurante a quilo e de não fornecer a nota fiscal. Também seria bom as autoridades darem uma passadinha lá para verificar.

Um abraço, JS

9 comentários sobre “Fala que Eu Te Escuto!

  1. Boa tarde,

    queria apenas registrar que péssimo atendimento parece estar virando coisa normal em Brasília.
    Estive em duas casas tradicionais na cidade, Praliné e Daniel Briant, e fui super mal atendida em ambas.
    Na Praliné pedi um suco de abacaxi com hortelã e o pedido simplesmente foi ignorado pela atendente que disse ao garçom que ele mesmo fosse fazer o suco. O que é isso??
    Precisei sair da mesa e ir procurar a gerente, pois achei um absurdo o comportamento e a falta de educação da atendente.
    No Daniel Briant, situação pior, fui mal atendida por estar sozinha e não gerar grande lucro para o local.
    Meu pedido veio junto com o de outra mesa que chegou quase uma hora após a minha chegada, com alegação que a cozinha esperou para mandar os pratos juntos. Qual a lógica??
    Quando chamei o gerente, recebi apenas uma resposta debochada, uma risada irônica do mesmo e a conta com os inacreditáveis 10%.
    O que está havendo com os serviços em Brasília?
    Esse pessoal depende do cliente, e é uma pena que a maioria das pessoas aceite este tipo de tratamento.

    Abraços,
    Ludmilla Flôres

  2. Pensei que somente eu reparava a generalização do péssimo atendimento. Não estou sozinho. Que bom. Ou será infelizmente? Mas de pagar os 10% ninguém se livra.

  3. As pessoas têm, sim, o recurso de não pagar os 10%. Mas ficamos todos constrangidos em fazê-lo – embora eu conheça uma ou duas pessoas que o façam. Enquanto isso ocorrer (nossa recusa em não pagar por um MAU serviço) não teremos muita razão em reclamar. Outra opção é levar o problema ao conhecimento do gerente, ou de preferência do dono, e analisar a reação. Se for de descaso, é para não voltar mais. Att

  4. Pessoal, em algumas casas o sistema simplesmente não tem como tirar os 10%, aí o que se faz é jogar os 10% em uma conta em outra mesa e dar 100% de desconto. Quem perde é o dono do estabelecimento. Um sistema assim é o Mr Chef da Bematec, bem limitado.

  5. Seguinte: O serviço em Brasília é péssimo, e isso é um triste fato. E isso não é novidade, não é de hoje. Mas e aí, o que o consumidor pode fazer além de reclamar? Reclamar na hora, reclamar em redes sociais, reclamar em blogs especializados como este e mais, deixar de frequentar tais lugares. E isso o consumidor simplesmente não faz. Vira aquele lance de “se vc não gostou, tem quem goste…!”
    Então, gente, o lance é boicotar mesmo, pra ver se quem comanda toma jeito e treinar melhor seus funcionários e também melhora o seu estabelecimento.
    Quem não tem competência não se estabelece e ponto final!

  6. Comecem a deixar de frequentar os locais em que a comida, o serviço , ou ambos ficam aquém dos elevados preços cobrados e, principalmente, da fama , e verão se dentro em breve quase não terão aonde ir. Também não recomendo discutir com o garçon, devolver a comida e aguardar outro prato (muito menos , depois disso, pedir caipirinha naqueles locais que usam rodelas de limão para desodorizar mictórios). A vingança deles poderá ser terrível. Quanto a não pagar os 10%, muitas vezes puniremos quem afinal não tem culpa e vive da gorjeta. Os patrões se lixam. Quantos vocês já viram comentando as críticas que são feitas neste e em outros blogs? A política é a de não ecoar as críticas, de “nada a declarar”. O Apicius , em uma de suas últimas entrevistas, disse que crítico de gastronomia deveria receber adicional de insalubridade dos jornais. Concordo.

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