DANIEL BRIAND

Um dos lugares que eu jamais pensei que me decepcionaria é o Daniel Briand. Entretanto, as últimas vezes que fui ao local, me deparei com doces e bebidas muito mal executados.

A primeira decepção foi ao pedir um simples capuccino gelado. Fiz questão de perguntar como era preparado, ao que ouvi um “olha, ele é feito do nosso jeito, é um café no estilo da casa”. Eu perguntei o que isso queria dizer, afinal, a receita de um capuccino gelado não deve variar tanto. E a atendente disse que era o café + gelo. Sem saber com certeza se a atendente não tinha se expressado direito ou se a receita era tão diferente assim, arrisquei.

Paguei cerca de 10 reais por, literalmente, uma taça bem fininha de café com leite e gelo picado. E acabei tomando amargo mesmo, pois jogar o açúcar por cima do gelo, não daria certo.

Na última visita, pedimos chocolate quente, tarte tartin e mil folhas. Todos clássicos franceses. O chocolate extremamente ralo. Tenho a impressão que foi feito com água ao invés de leite. Sei que o chocolate quente tradicional não é necessariamente grosso, encorpado, mas achei o sabor e a consistência realmente fracos.

A tarte tartin estava ok, apesar da massa no fundo ter queimado um pouco deixando gosto. E o mil folhas estava “solado”, sem aquela leveza das camadas de massa folhada, sabem? É um doce super rico, mas que deve parecer leve, um nível de creme e um nível de massa equilibrando o crocante e o macio. Mas, não. Não foi isso que eu experimentei.

Considerando a tradição do local e os preços, certamente esperaria mais zelo com os produtos depois de tanto tempo.

  • NOTA DO BLOG: ATÉ QUE ROLA (ainda não consigo aceitar um ‘não rola’)
  • DICA DO BLOG: aposte nos salgados como vol-au-vent, e a quiche de roquefort com nozes que, espero, ainda são maravilhosos. Para os doces, sempre vale um creme bruleé e a por belle helene (pera picada, com sorvete de creme e chantilli, com ‘respingos’ de baunilha fresca.
  • SERVIÇO: CLN 104 Bloco A, Loja 62 telefone: 61 3326-1135

4 comentários sobre “DANIEL BRIAND

  1. Estive lá ontem (9/11). Rillete de pato (será que é só de pato?) estava boa e o pedaço até não era tão pequeno como de costume. Baguete quentinha. A fatia de queijo de cabra não é uma fatia, mas três mínimas porções em forma de bolinho (teria ricota no meio?) . O queijo não estava com o sabor acentuado, que prefiro. Sorbet de chocolate estava ótimo. Tudo isso mais um café, um pouco de Grand Marnier e duas taças de vinho Valduga custou-me cem reais. Baratinho!? Vou poupar para comer o croissant.

  2. Brasília tem coisas engraçadas mesmo… as pessoas cismam com uns lugares que não dariam certo no Rio ou em São Paulo, por exemplo. Ou não pode comparar a CAPITAL FEDERAL com duas capitais do país?
    Fui lá duas vezes. A primeira foi no nível Brasília: atendimento ruim, mas também não pedi nada demais para me sentir a ver navios. Mas não gostei dos doces.
    Dei uma segunda chance. Comi Croquer Monsieur que estava uma delícia. Ok.
    Mas o atendimento…UMA VERGONHA. Primeiro que lá é um restaurante TODO coberto. E vi que tinham alguns clientes fumando. Falei ao garçom que não queria sentar perto de cigarros, até porque temos uma legislação…..bla blá blá e ele me vira e fala essa pérola: “É um restaurante Francês e Franceses adoram tabaco”. Como assim?! O restaurante é Francêse não depende ele estar SITUADO EM UM PAÍS QUE PROÍBE CIGARROS EMBAIXO DE COBERTURAS? O restaurante é maio que a lei, certo? Pro Daniel Briand é.

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