Coevo

Sabem a expressão “what a difference a day makes” (que diferença faz um dia)? Então, no caso do Coevo foi a diferença que uma segunda visita fez.

Na primeira rodada, fui com mais duas amigas para uma noite de papo e muitos drinks. Como havia um aniversário programado na casa, toda a parte de poltronas e sofás foi reservada. A princípio, torci o nariz, mas depois a noite foi desenrolando super bem. Nós, numa mesinha bem isolada para acomodar o vício das fumantes, e o resto da casa em polvorosa pelo movimento da festinha do tal do Paulo, que bombou, animou, colocou música pop e contagiou todo mundo.


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Twisted Mojito (R$16,00), Porn Star Martini (R$18,00?), Caipiroskas (R$13,00 – R$16,00), e até vinho espanhol Adras, a um preço super barato (R$38,00), rolaram naquela noite, combinados com um super atendimento da garçonete Alessandra (ou Alexandra, infelizmente não lembro ao certo), que ficava de olho na gente já que a mesa estava afastada, e com a mão preparada do barman Pedro que domina a arte da coquetelaria.

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Para forrar o estômago, pedimos uma porção de chips de batata, mandioca e banana, que estavam gostosos, mas, assim, eram chips, né? Íamos pedir os anéis de lula empanada, mas enrolamos tanto na decisão, que a cozinha fechou antes. Mas, tudo bem, porque a noite era focada no álcool mesmo.

Saímos um pouco mais pobres, levemente bêbadas e super felizes. Literalmente fechamos a casa e barramos até os convidados da festa, que devem ter ido para alguma buatchi depois.

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 Com esse espírito, a nota da casa era alta, mas o destino quis que eu fosse mais justa e menos empolgada, eu acho, pois cheia de afazeres, deixei o texto para depois, e antes de escrevê-lo, levei a Anna Cláudia, minha beloved amiga, e super blogueira. Cara, a pior coisa que tem é você rasgar seda de um lugar para algum amigo e ele(a) se decepcionar. Tá, isso rola direto com o blog, principalmente em Brasília, onde as casas conseguem oscilar demais tanto na cozinha quanto no salão.

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Mas, bicho, foi difícil sentar lá, com o bar super vazio, uma banda que tocava um jazz misturado com chorinho alto demais e que não tinha nada a ver o clima da casa. Impossível, de novo, sentar nos sofás, porque estavam perto demais da banda e som realmente estava alto. Sentamos numa mesa e pedimos os Twisted Mojitos. O barman não estava e quem os preparou, se não me engano, foi a própria moça que me atendeu na visita anterior.

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O drink estava bom, gostoso como sempre, mas deu aquela demorada. Pedi fogo 200 vezes para 3 garçons diferentes e fui completamente ignorada. Como a casa tem um toldo, afastei minha cadeira para fora dessa área coberta – que, diga-se de passagem, é pública – e fui acender o cigarro. Me pediram para levantar da cadeira. Eu sei que fumar é feio, inconveniente e que, ultimamente, temos pior reputação do que qualquer drogado ou criminoso, mas, peralá, qual a diferença nesse caso? É me sentar na cadeira da casa? E outra: por que na visita anterior, então, levaram uma mesa inteira e três cadeiras para uma área embaixo de toldo, no lado oposto??

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Enfim, achei chato, o clima ficou meio constrangedor, e o silêncio e a falta de vontade da equipe fizeram com que a gente terminasse o Mojito, pagasse (incluindo R$10,00 pelo couvert em 20 minutos de mesa) e fosse embora.

Então, fiquei completamente dividida. Como duas visitas puderam ser tão diferentes?? Os drinks são realmente bons e acho os preços bem razoáveis, tanto deles quanto dos vinhos. Em dia de muito movimento, a casa se mostrou melhor do que quando vazia, e com atendimento super solícito. Há que se fazer a ressalva de que os donos são jovens, buscando se adaptar ao mercado, então, acho que estão experimentando ainda com algumas inovações, como a inclusão de música ao vivo, dia tal do espumante, etc.

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Agora eles vão lançar cardápio novo – o que eu aprovo e apoio, pois há muito potencial por ali e os pratos eram muito “chapa branca”. Mas a manchinha da decepção se instalou e vou ter que tomar coragem antes de voltar para fazer o tira-teima. Espero que o saldo seja positivo.

NOTA DO BLOG: ATÉ QUE ROLA (sem exclamação. E, talvez só quando houver aniversários por ali)
DICA DO BLOG: o Twisted Mojito é imperdível, mas confesso que amo as caipiroskas, principalmente de abacaxi, e o Dry Martini também é impecável.
Serviço: CLSW 301 subsolo, bloco B, telefone  3797-6656. https://www.facebook.com/BarCoevo

7 comentários sobre “Coevo

  1. Tava de casal e fui bem atendida, com casa vazia e mesmo optando por uma mesa escondida, naquela parte que não é no terraço. A comida tb estava boa, mas achei cara. Um trio de espetinhos por uns 30 reais. Parrudos, mas 30 pilas. O que eu não gostei mesmo foi do local em si. O charme das poltronas e sofás é derrubado pelo visual cru e sem graça da área pública, com pilastras, portas de ferro e vidro. Eles deviam isolar mesmo a área do restaurante, com toldos ou sei lá o que.

  2. Concordo com quase tudo. Com relação ao cigarro… Lamento. Eles estão certos. Odeio cigarro e me incomoda imensamente, não vou chegar pro fumante e pedir pra ele não fumar, normalmente eu simplesmente mudo de lugar ou vou embora.
    Nada contra você, adoro seu blog, mas pra quem não fuma, cigarro realmente incomoda 😉

    1. Ida, o pior é que eu tenho plena consciência do incômodo do cigarro. É absolutamente terrível para não fumantes terem que conviver com fumantes. E concordo, inclusive, com a restrição de não se fumar em ambientes onde servem comida – sejam os clientes fumantes ou não, e com restrição legal ou não, uma questão de consciência mesmo. O problema no caso é que eu já tinha me locomovido para afora do toldo, na área de passagem pública que o próprio restaurante libera para os fumantes, e fiquei até mais à vontade por haver não ninguém ao nosso redor, ninguém mesmo (a única outra mesa estava do outro lado do restaurante, próxima da banda). O que eles não quiseram foi só me emprestar a cadeira, para que eu permanecesse sentada e isso achei desnecessário, principalmente, porque na visita anterior levaram uma mesa inteira para aquela área, sabe? Mas muito obrigada pelo seu comentário!!! Adoro pessoas que sabem “concordar em discordar”! 😉

  3. Lu…eu fui lá um dia e a experiência foi péssima! Absolutamente TUDO o que eu pedia não tinha (drinks, comidinhas). Pedi a carta de vinho e o atendente trouxe as duas últimas garrafas que tinha e ainda estava quente! Se desculparam massss….Traumático!! Nunca mais! Levantei e fui embora….

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