A Bela Sintra e Zahil

Dois vinhos da casa italiana Tenute Rubino, a serem distribuídos pela Zahil aqui em Brasília,  foram apresentados a um grupo de blogueiras amigas e colunistas amargas, em um jantar-degustação na famosa casa paulista.

 

DSC_0196

Justamente ao me perguntar a quantas anda A Bela Sintra, fomos informados que a casa passa por um reposicionamento de marca, para torná-la Trindade (outra bandeira do Grupo paulista proprietário da Bela Sintra), que incluirá reformulação de cardápio, e uma pegada menos formal, mais jovial.

Eu apoio 100% a medida, pois acho que o espaço de restaurantes fechadões e cujo público se compõe só de parlamentares e seus assessores nos almoços de segunda a sexta está diminuindo, afinal, quanto mais receptivo a vários tipos de público, mais fartura têm o restaurante.

DSC_0197

Para abrir os trabalhos com as queridas Kaká e Cauca, o espumante Dom, um rótulo da própria Zahil, caiu super bem para abrir o apetite com suas notas cítricas e leves, além de ótima perlagem, acompanhado de um bacalhau espiritual, super cremoso, saboroso e levinho também.

DSC_0204

O primeiro vinho foi o Primitivo, safra 2011, de notas bem impactantes, aroma de vinho jovem, mas com boa harmonização entre os toques frutados e o tanino. Produzido fora de barrica, justamente para manter uma leveza e jovialidade, é um vinho que vai bem com o clima brasiliense que varia muito entre frio e quente, sendo bem adaptável, por exemplo, para um almoço no calor ou um jantar no frio. Vai chegar ao consumidor na faixa dos R$70,00 lá na Zahil.

DSC_0201

Foi combinado com um arroz de amêndoas e cordeiro ao molho, um prato delicioso e forte o suficiente para se emparelhar com o vinho. O ponto da carne estava excelente, e o toque amendoado do arroz, é algo que sempre me cativa.

DSC_0208

O Marmorelle, safra 2010, por sua vez, tinha mais corpo, toques que me lembravam madeira e tabaco, além de uma influência do mar – por conta do local de produção – que parece permear um pouco o sabor de maneira inexplicável. Com excelente equilíbrio entre a adstringência do tanino e o gosto forte, é desses vinhos que, apesar do impacto, descem redondinho, e harmonizou perfeitamente com o arroz de pato – um dos carros-chefe da casa – que é saboroso, super molhadinho, com azeitona e linguiça para darem aquele gosto bem marcante, o suficiente para conseguir parear com o vinho encorpado.

DSC_0207

Para fechar, a sericaia segue como uma das minhas sobremesas favoritas, tão delícia, mas tão delícia, que quero ir para o motel com ela.

DSC_0213

No mais, descobri que A Bela Sintra, sempre que pode, serve a Ginginha!!! O preparado de cerejas e grappa que provei uns dias atrás e que me deixou encantada! Fica a dica para quem estiver no restaurante, lembrar de perguntar se tem naquele dia!

DSC_0217

Obrigada à Zahil e ao A Bela Sintra pelo convite às blogueiras que, infelizmente, mesmo sendo até juradas da Veja Comer & Beber, recebem aquela entortada de boca de algumas jornalistas. 😉

9 comentários sobre “A Bela Sintra e Zahil

  1. Gosto muito do arroz de pato e da “perna” de cordeiro.
    Mas o ambiente , de fato, é muito formal. Precisa mudar.
    “Lisboa, não sejas francesa, tú éstá portuguesa… ” , como já cantava a Amália Rodrigues.

  2. Sou dono de restaurante e discordo sobre o termo “colunistas amargas”. Não sei de quem fala especificamente, mas como são cinco ou seis jornalistas, no máximo, não fica dificil fechar o leque. Todas as profissionais são bem-vistas no mercado e existiam bem antes da web 2.0.

    1. O meu comentário em nada reflete a qualificação profissional de nenhuma colunista. Mas não é porque elas são competentes, nem porque existiam e trabalhavam com gastronomia muito antes da era web 2.0 e dos blogs, que se torna aceitável – pelo menos pelos parâmetros mínimos de cordialidade e urbanidade – fazer cara feia para os outros em público e comentar, inclusive com proprietários de restaurantes e outros profissionais da área, que blogueiro “não é gente” ou que blogueiro “não é profissional, nem sabe escrever” (são citações diretas). A menção tampouco se estende às jornalistas da área, mesmo porque a maioria, hoje, tem algum tipo de representação e atuação ligada a portais e sites ou também possuem blogs na internet.
      Agradeço, de qualquer maneira, sua postura educada na hora de fazer a crítica e, garanto, vou pensar melhor antes de fazer um comentário jocoso desses – ainda que sem nenhuma menção direta a um profissional.

  3. São só duas mesmo, sendo que uma as vezes se dá ao trabalho de cumprimentar e a outra, sequer isso. Comecei cedo a escrever sobre o tema, em 1997. Hoje, além da web 2.0,tb assino uma coluna em uma revista. Mas invista no que vc acredita e siga fazendo com profissionalismo e competencia. As que não cumprimentam e que se levantam da mesa quando outros jornalistas (que elas chamam de concorrentes sentem) já, já desaparecem do mercado!

    1. Pois é, eu vejo que não há padrão para quem quer tratar os outros mal. Você é jornalista de publicação impressa, tem blog, tem carreira mais longa do que várias, e ainda sofreu com a esnobada…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *